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The dark side of love – o lugar do amor nas canções de metal

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Eu não poderia começar esse post sem antes agradecer imensamente a minha amiga e companheira de luta na cena, Melina Santos, pesquisadora, mestre e doutoranda do programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense, por compartilhar pessoalmente parte dos manuscritos que me ajudaram e pensar nas questões que distribuo aqui na forma de pequenos excertos. Espero que ela possa dar continuidade ao trabalho com este assunto tão cativante e envolvente.

Historicamente, o metal – termo genérico englobando desde o heavy metal, ou metal clássico, até os demais subgênero que surgiram após a década de 80 – surgiu no início da década de 70, tendo como marco o lançamento do primeiro disco da banda Black Sabbath em 13 (sexta-feira) de fevereiro de 1970. Em resumo, o metal sombrio e macabro do Sabbath representava uma quebra na ideologia “paz e amor” do movimento anterior.

No aspecto lírico, ainda na consolidação do gênero, a pesquisadora Deena Weinstein pôde identificar duas ramificações temáticas nas canções de metal: a “dionisíaca” e a “caótica”. Juntas elas representam o forte envolvimento emocional em tudo aquilo que desafia a ordem e a hegemonia da vida cotidiana. Leia o resto deste post

Rock In Rio, Wacken e a carnavalização bakhtiniana

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Neste artigo de Adriano Alves Fiore, jornalista e doutorando do Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), apresentado no I Congresso Internacional de Estudos do Rock no Paraná, é trabalhada a ideia de carnavalização proposta pelo semiólogo Russo Mikhail Mikhailovich Bakhtin (1895-1975) e como o ambiente festivo e a atmosfera especial desses festivais, constrói “uma realidade contemporânea, herdeira direta de antigos ritos carnavalescos.”
“Nos grandes festivais (ou praças públicas) do gênero musical Heavy Metal percorrem ombro a ombro as três formas principais do riso carnavalizante bakhtiniano tão atuais como na Idade Média e na Renascença: o universalismo cômico, a liberdade utópica e a verdade popular não-oficial.” (FIORE, 2013, p.01)

FIORE, Alves Adriano. A importância do banquete nas grandes praças públicas (ou festivais) de heavy metal no brasil e no mundo. Congresso Internacional de Estudos do Rock, 1.:2013: Cascavel, PR.

Apensar do autor colocar Brasil e mundo do no título, na verdade, ele foca apenas no caso do Rock In Rio e Wacken, desconsiderando festivais menores, provavelmente não tão bem sucedidos. As peculiaridades do público de heavy metal também não foram tão consideradas.

Links interessantes:

http://www.congressodorock.com.br/evento/anais/2013/atual.html

http://edtl.com.pt/index.php?option=com_mtree&task=viewlink&link_id=602&Itemid=2

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