Marcelo B. Conter lança LO-FI: Música pop em baixa definição

 Na década de 80, um radialista nova-iorquino criou um programa chamado “Lo-fi”, que rodava apenas gravações caseiras e em fita cassete, método então corrente de divulgação de músicos independentes. “Lo-fi” aparecia ali como oposição a “hi-fi”, aqueles caríssimos aparelhos de som de alta fidelidade sonora. Enquanto a indústria fonográfica chegava ao ápice da nitidez sonora, um considerável grupo de artistas remava na direção contrária, com canções gravadas em meio a ruídos produzidos por equipamentos de segunda linha. Ao longo dos anos, o termo lo-fi continuou servindo para nomear gravações caseiras e amadoras. Mas será que ele não se aplicaria para outras manifestações sonoras na música pop? Trata-se da questão levantada no livro LO-FI: Música pop em baixa definição. Ao invés de definir ou buscar uma “essência” do lo-fi, o estudo de Marcelo Bergamin Conter segue os fluxos de criação da música pop para evidenciar as mais diversas sonoridades de baixa definição.

 Direcionada não só a teóricos, mas à ampla gama de interessados em música pop e produção independente, a obra investiga como formas inauditas de música podem surgir de relações insólitas que artistas e produtores de áudio estabelecem com as tecnologias fonográficas. Conter percebe os resultados desse encontro da composição com os aparelhos técnicos em diversas bandas e artistas, tanto do underground quanto do mainstream.

Livro à venda (versão impressa e digital) no site da Editora Appris:
http://www.editoraappris.com.br/produto/lo-fi-musica-pop-em-baixa-definicao

Confira o book trailer

Contato: Marcelo Bergamin Conter – (51) 999141001 / bconter@gmail.com

Sobre a capa – “Evangelion”, Behemoth 2009

evangelion behemoth

“A mulher é a prostituta da babilônia, está sentada sobre a besta de sete cabeças, aos seus pés estão santos a venerando, entre eles vemos as tábuas da lei quebra, além disso, a espada dela está sobre o sol (símbolo de Jesus), este que tem uma expressão de pavor. O título do álbum ainda faz tudo ter mais sentido. Evangelion refere-se a evangelho, que significa a disseminação da palavra de Deus, que pelos dez mandamentos quebrados percebe-se que não estamos falando do Deus cristão. A prostituta da Babilônia ainda está ali para representar o anticristo, a decadência da humanidade e a luxúria, símbolos que são dados a ela no novo testamento. “Nergal afirma que a prostituta da Babilônia representa, na visão dele, um símbolo de ‘rebelião e resistência contra Deus’ em seu contexto bíblico. Em suma, Evangelion é a versão do Behemoth para a ‘revelação de Deus’”. Fernandes, José Lucas Cordeiro

Conheça mais:

Fernandes, José Lucas Cordeiro. Cruzes Invertidas e Corpos Pintados: A permanência da figura de Lúcifer no Black Metal.in História, imagem e narrativas No 15, outubro/2012 – ISSN 1808-9895

The dark side of love – o lugar do amor nas canções de metal

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Eu não poderia começar esse post sem antes agradecer imensamente a minha amiga e companheira de luta na cena, Melina Santos, pesquisadora, mestre e doutoranda do programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense, por compartilhar pessoalmente parte dos manuscritos que me ajudaram e pensar nas questões que distribuo aqui na forma de pequenos excertos. Espero que ela possa dar continuidade ao trabalho com este assunto tão cativante e envolvente.

Historicamente, o metal – termo genérico englobando desde o heavy metal, ou metal clássico, até os demais subgênero que surgiram após a década de 80 – surgiu no início da década de 70, tendo como marco o lançamento do primeiro disco da banda Black Sabbath em 13 (sexta-feira) de fevereiro de 1970. Em resumo, o metal sombrio e macabro do Sabbath representava uma quebra na ideologia “paz e amor” do movimento anterior.

No aspecto lírico, ainda na consolidação do gênero, a pesquisadora Deena Weinstein pôde identificar duas ramificações temáticas nas canções de metal: a “dionisíaca” e a “caótica”. Juntas elas representam o forte envolvimento emocional em tudo aquilo que desafia a ordem e a hegemonia da vida cotidiana. Leia o resto deste post

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