Arquivo mensal: março 2015

Rock In Rio, Wacken e a carnavalização bakhtiniana

WackenOpenAir

Neste artigo de Adriano Alves Fiore, jornalista e doutorando do Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), apresentado no I Congresso Internacional de Estudos do Rock no Paraná, é trabalhada a ideia de carnavalização proposta pelo semiólogo Russo Mikhail Mikhailovich Bakhtin (1895-1975) e como o ambiente festivo e a atmosfera especial desses festivais, constrói “uma realidade contemporânea, herdeira direta de antigos ritos carnavalescos.”
“Nos grandes festivais (ou praças públicas) do gênero musical Heavy Metal percorrem ombro a ombro as três formas principais do riso carnavalizante bakhtiniano tão atuais como na Idade Média e na Renascença: o universalismo cômico, a liberdade utópica e a verdade popular não-oficial.” (FIORE, 2013, p.01)

FIORE, Alves Adriano. A importância do banquete nas grandes praças públicas (ou festivais) de heavy metal no brasil e no mundo. Congresso Internacional de Estudos do Rock, 1.:2013: Cascavel, PR.

Apensar do autor colocar Brasil e mundo do no título, na verdade, ele foca apenas no caso do Rock In Rio e Wacken, desconsiderando festivais menores, provavelmente não tão bem sucedidos. As peculiaridades do público de heavy metal também não foram tão consideradas.

Links interessantes:

http://www.congressodorock.com.br/evento/anais/2013/atual.html

http://edtl.com.pt/index.php?option=com_mtree&task=viewlink&link_id=602&Itemid=2

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II Congresso Internacional de Estudos do Rock 04 a 06 de Junho de 2015

congresso int rock

O Colegiado de Pedagogia e o Mestrado em Educação/ Campus de Cascavel da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE, com a co-promoção da Facultad de Periodismo y Comunicación Social de la Universidad Nacional de La Plata (UNLP) – Argentina, convida a todos a participarem do II Congresso Internacional de Estudos do Rock, que se realizará na cidade de Cascavel em Junho de 2015.

Simpósios Temáticos:

Histórias do Rock
Poéticas do Rock
Rock e Cinema
Rock e Comportamento
Rock e Contracultura
Rock e Educação

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Straight Edge – gênero e subcultura

straigh cover

“… I’m a person just like you but I’ve got better things to do/ than sit around and smoke dope cuz I know that I can cope/ I laugh at the thought of eating ludes, Ilaugh at the though of snifing glue/ Always want to be in touch, never want to use a crutch/ I’ve got Straight Edge!…”

[Sou uma pessoa como você, mas tenho coisas melhores a fazer/ do que ficar sentado fumando maconha porque sei que posso lutar e vencer/ Dou risada da ideia de tomar sedativos, dou risada da ideia de cheirar cola / Sempre quero estar consciente, jamais quero usar uma muleta/ Eu tenho Straight Edge!…] [1]

Minor Threat, música “Straight Edge”, do EP Straight Edge, Deschord Records, 1981.

A tradução do termo, algo como “caminho reto”, faz alusão à postura adotada pelo grupo em relação à negação ao consumo de substâncias e comportamentos supostamente alienantes, prejudiciais ou auto destrutivos. O Straight Edge, a partir do início da década de 80, desenvolve-se como uma subcultura e um subgênero ligado ao hardcore punk, relacionando-se de forma comportamental e artística com a cena.

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