Arquivo mensal: agosto 2009

Sobrevivendo no Underground

As bandas do underground sobrevivem com seu próprio esforço, já que tudo funciona, meio que, de forma independente.
Gasta-se com equipamentos, estúdio, transporte e material de divulgação, muitas vezes para tocarem em um evento a troco de nada e o que é comum acontecer também, é que a banda acabe pagando para poder tocar, são poucas as bandas que recebem pelo seu trabalho.
Não bastasse tocar de graça ou pagar para se apresentar, a banda é quem sai à procura de shows.
Soa um tanto estranho para quem nunca pensou na trajetória de um artista, de seu primórdio à sua consagração. Não é tão simples essa conexão, porque quando uma banda “aparece”, quer dizer que ela já cruzou todo esse percurso, ou simplesmente pulou essa parte.
Pode-se dizer que o underground é um meio amador que conta com pouca infra-estrutura, e por assim dizer, com pouco capital, tanto para a divulgação, quanto para a locação de um sistema de som e um espaço. Entra aí a figura do produtor(es) desses eventos, que entram com o capital inicial para que o evento se realizar.
Uma vez sobre o palco é preciso mostrar seu trabalho de forma competente e concisa, pois o tempo é curto e a aparelhagem não é confiável. O público a maioria das vezes é compreensivo e receptivo, nos cinco primeiros minutos de apresentação, depois disso quem conseguir manter as pessoas ligadas ao show pode se considera vitoriosa, pois todo seu esforço terá valido à pena.
Quanto mais pessoas querem ver e ouvir determinada banda, mais ela se afasta do underground.
Não é fácil sobreviver a essa “prova de fogo”, muitas bandas sucumbem sem sair do anonimato, ou antes mesmo de terem algum trabalho registrado. Problemas internos entre integrantes, problemas com os produtores, a frustração de não ter seu trabalho recebido da forma como esperavam, etc. Tudo isso põe à prova bandas que, além de talento,contam com grande força de vontade, trabalham duro e acreditam no seu trabalho e potencial.

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THE UNDERGROUND

O underground é para ser entendido como um meio, um movimento, uma cena. Essa cena é formada por três elementos básicos que se misturam e se transformam: as bandas, o público e os lugares.
“Underground” é a denominação genérica dada às bandas, tanto iniciantes quanto para àquelas que já possuem um longo tempo de carreira, mas que continuam neste mesmo meio. São bandas que contam com pouca infraestrutura, que por exemplo não possuem sistemas de som ou iluminação próprios, ou mesmo um staff que cuide disso; bandas que produzem seu material de forma independente e trabalham em sua própria divulgação.
As pessoas que fazer parte desse movimento, que são público nos eventos, fãs e ouvintes dessas bandas, também possuem características singulares. São pessoas que não estão alheias apenas o que a grande mídia oferece, estão sempre buscando conhecer mais e mais sobre o som que lhes agrada, que estão dispostas a conhecerem novas bandas e a apoiarem “bandas novas” presentes nesse meio. Existe a consciência do papel do crucial que o público representa.
Lugares underground são onde público e banda se reúnem e de misturam para a cena, de fato, acontecer. Os eventos acontecem em casas de shows pequenas, bares ou palcos ao ar livre, porém mesmo não tendo nenhum evento e possível notar uma movimentação underground em determinados lugares, pois o público desses tipos de evento se reúnem em pontos específicos, como praças e bares.
Cada cidade, cada bairro, tem sua própria cena, que quando se juntam formas uma grande cena única, um verdadeiro movimento underground se forma. Esse movimento tende a adicionar e a se integrar, ele é abrangente e comunitário.
Por assim dizer, o Underground e auto-suficiente, mesmo com suas limitações. É a forma de vida mais inteligente e pulsante do Rock, de uma forma geral, atualmente.
É da onde vem e pra onde vão todas as bandas.
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