Arquivo mensal: abril 2011

Morreu o pai do CD/ o CD virou cult

  Morreu há poucos dias o ex-presidente da Sony, considerado o pai do CD. Abaixo a notícia publicada no site da BBC.

     

     O ex-presidente da Sony, Norio Ohga, apelidado de “pai do CD” por ser creditado como o responsável pelo desenvolvimento e a popularização do disco digital, morreu neste sábado aos 81 na capital do Japão, Tóquio, de acordo com a empresa.

     Ohga, que presidiu a Sony entre 1982 e 95, morreu de falência múltipla dos órgãos. Ele ainda atuava como conselheiro da empresa.

     Em 1953, ele foi recrutado pelos fundadores da Sony enquanto estudava para se tornar cantor lírico. Na época, os empresários ficaram impressionados com o conhecimento de Ohga em termos de som e engenharia elétrica.

     Ele se tornou um dos poucos japoneses executivos antes dos 40 anos de idade e assumiu o cargo de presidente da CBS Sony Records (agora Sony Music Entertainment) na década de 70.


Beethoven

     Ohga reconheceu logo o potencial do CD e liderou as iniciativas para o seu desenvolvimento.

Ele pressionou pelo estabelecimento de um disco de 12 cm de diâmetro que pudesse acomodar 75 de música, para que contivesse toda a Nona Sinfonia de Beethoven.

     A Sony começou a comercializar CDs em 1982 e, cinco anos depois, o formato batia o LP em vendas no Japão. Suas especificações moldaram outros formatos como o mini-disc e o DVD. Ele também levou a Sony ao ramo de games, com o desenvolvimento da Playstation.Ele acumulava ainda o cargo de diretor da Orquestra Filarmônica de Tóquio e regia os músicos uma vez ao ano.


Como disse o Rafael Souza no seu post, Norio Ohga vinha acompanhando a morte lenta do seu filho. Talvez em games e softwares ele ainda resista como forma de armazenamento, mas se tratando de música, o CD já  é algo cult, e fora da realidade de algumas pessoas, é fácil encontrar quem diga que nunca comprou um único CD de música.
O fato é que ninguém quer pagar pelo que pode conseguir de graça, quem compra um CD hoje não compra só pra poder ouvir as músicas que estão nele, mas para tê-lo como objeto, como algo que carrega algum tipo de afeto, de sentimento.
PS. O cara também foi o responsável pela criação do PlayStation, lançado em 94.

Vídeo da semana – Shades of Grey, Biohazard

Fazia tempo que essa “seção” não aparecia aqui no Rockalogy. O vídeo de hoje é um clip da banda Biohazard, conhecida como uma das primeiras bandas a misturar Punk Hardcore e Heavy Metal, o famoso Crossover. A música é “Shades of Grey”, do segundo disco, “Urban Discipline”, lançado pela Roadrunner em 1992, com a seguinte formação:
Evan Seinfeld – (b,v)
Billy Graziadei – (g,v)
Bobby Hambel – (g)
Danny Schuler – (d)
Em 92 o Heavy Metal, o Thrash Metal e o Punk já não eram os mesmos, já tinham passado pelos seus auges, a tendência era de que em algum momento, eles se tocassem. O Biohazard, uma banda do Brooklyn em Nova York então tomou a dianteira, adicionando também uma pitada de Rap/Hip Hop ao lance, como não poderia deixar de ser, afinal, estamos no Brooklyn, vale também lembrar que Bring the Noise do Anthrax com o Public Enemy é basicamente da mesma época.
O vídeo é bem emblemático, e apesar de parecer muito que a banda tem simpatia à política facista e o White Power, a banda faz questão de negar seu envolvimento com esses movimentos, sendo o próprio vocalista Seinfeld, judeu. O que o vídeo mostra é uma explosão Hardcore, potencializada com a força do Metal.

Letra:

I make now a stand for belief that I’m steadfast
In hating all of the bullshit you give me about my future, present and past
Who are you to infringe your values upon me, I’ve learned the hard way
Stepping on my toes, you’ve put my back to the wall, my back to the wall
I’ve been told a thousand times to give respect when due
Why do you find it so hard to believe I’ve got none for you
It’s my heart and my mind that I’ll always follow, I will not break
Nor will my balls, although that I’ve seen that you’ve tried before
Why are people fake ?

Chorus:

Maybe you’re older, wiser in your own right, it’s your mistake
I’m gonna do my own thing regardless, my choice to make
I am real, in touch with my feelings, and I know my place
You have shown, on the other hand, both sides of your face

I see the world in a different light
Things no always black and white
Through all these years still, to this day
My hardened eyes see only shades of grey

I would never try and tell you what was right from wrong
Maybe that’s why you feel that I don’t belong
Always put me down for things I’ve said and done
Can’t you see it’s a war that can’t be won

Lead

A war that can’t be won

Living in your world seems so clear on concise
Shutting out reality makes everything so nice
Paint a pretty picture black and white everyday
See my tattered canvass bleeding shades of grey

Chorus

Brasil Heavy Metal doc

O filme, em formato documentário, abordará o momento político, social e cultural do Brasil com ênfase na década de 80. Um panorama do metal brasileiro em seu início, dificuldades, fatos curiosos, tendo como pano de fundo o fim da ditadura militar e a influência do Rock In Rio I (1985) no comportamento e atitude dos jovens.

Depoimentos captados por todo o país, mostrarão a diversidade e abrangência o estilo musical, com a participação de jornalistas, críticos musicais, músicos, fãs, imprensa especializada, fabricantes de instrumentos, fanzines, mostrando a profissionalização das bandas e repercussão internacional. O filme, em fase de produção, contará com alto acabamento técnico sendo rodado em HD 24 quadros incluindo imagens de arquivo pessoal das bandas, cenas inéditas e exclusivas e um panorama abrangente do cenário heavy metal brasileiro em sua primeira fase até o final dos anos 80.
Esse projeto comandado por Ricardo Michaelis, mais conhecido como Micka é ex-guitarrista, compositor e fundador da banda Santuário, é muito importante para o Metal nacional, saber as nossas origens é fundamental para a manutenção nossa cultura. Em outros países já existem filmes e documentários, mas aqui, um filme falando exclusivamente de Heavy Metal brasileiro é algo inédito. Sermos representados midiaticamente, mesmo para uma cultura underground, é importante, pois nos sentimos fazendo parte de algo, e que algo maior, como a mídia e a sociedade em geral, está nos observando.

Pelos vídeos e informações disponíveis até o momento, podemos dizer que o recorte temporal do filme é a década do 80, com foco em São Paulo, o que não poderia ser diferente, pois lá era o centro, aonde as coisas aconteciam, por mais que houvessem bandas e cenas em outros Estados era em São Paulo que de alguma forma elas se concentrava. Assim que forem liberadas mais informações sobre a produção do documentário estarei aqui comunicando a vocês.


Site do documentário: http://www.brasilheavymetal.com/bhm/bd1/
Entrevista de Ricardo Micka no programa “Login” da TV Cultura em 2010 sobre o filme.


Por: Natália RR

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