Arquivo mensal: agosto 2012

CD, EP, Full length, Demo, Single o que cada um quer dizer?

EP Jar of Flies, Alice in Chains, 1994, 1° lugar nos charts da Billboard

É comum que pessoas ligadas à area músical façam uso, ou se deparem constantemente, com esses termos, em publicações especializadas, nas redes sociais, no vocabulário popular e etc. No entanto nem sempre sabemos o que cada um pretende dizer. Quando uma banda lança um “EP”, isso quer dizer um “álbum”, um “single” ou uma “demo”?

Vamos começar pelo CD, que é o termo mais comum. Um CD, abreviatura de Compact Disc, é um disco óptico usado para gravar dados digitais, músicas, arquivos de texto, imagens, jogos etc. CDs padrão têm um diâmetro de 120 milímetros e podem armazenar até 80 minutos de áudio sem compressão ou 700 Mb de dados. O CD passou rapidamente a ser o suporte predominante na comercialização de música gravada, substituindo em grande parte os discos de vinil e as fitas K7.

Diferentes do CD os discos de vinil tinham tamanhos e rotações variadas, foi com o LP, “Long Play”, disco de 12 polegadas, 31 cm de diâmetro, sua capacidade normal era de cerca de 20 minutos por cada lado, que foi inaugurada a ideia do “Álbum”. O termo é remanescente dos tempos dos discos de 10 polegadas e 78 rpm, quando eles eram empacotados e vendidos juntos em livros que lembravam álbuns de fotografia.

Um “Full length” (comprimento inteiro, tradução literal) é um álbum completo, hoje um CD comporta até 80 minutos de áudio, o que não quer dizer que para uma banda ou um artista gravar um “full length” ele tenha que compor uma hora e 20 minutos de música. De acordo com a UK Charts*, uma gravação conta como um álbum full length se ela tiver mais de 4 faixas ou pelo menos 25 minutos de duração.

Em 1952, para competir com os LPs da Columbia Records, a RCA lança o “Extended Play”, o EP. Embora seu tamanho variasse com o passar do tempo, sua capacidade girava em torno de 8 minutos por cada lado e cada EP continha em torno de 4 faixas. Um fato interessante foi que a primeira banda a alcançar o número 1 nos charts da Billboard com um EP foi o Alice in Chains, em 1994, com o Jar of Flies.

Comercialmente os EPs não parecem muito interessantes, no entanto, esse formato é muito usado por bandas que gravam e lançam seu material de forma independente na internet atualmente. 

Single X Demo

Na maioria dos casos um “single” é uma canção que é lançada separadamente de um álbum e que geralmente aparece nele. Normalmente são as músicas mais populares lançadas para usos promocionais, como em rádios e vídeoclipes.

As “demos”, abreviatura de “demonstration”, são a forma como bandas e artistas mostram previamente seus trabalhos, suas composições e/ou ideias. Pode ser uma gravação de referência, antes do lançamento oficial de uma música, normalmente são gravações feitas com equipamentos mais rudimentares como, gravadores de voz, softwares mais simples e computadores pessoais.

Vale ressaltar que hoje em dia o mercado musical não depende mais exclusivamente da indústria, logo não precisa mais estar preso e esses formatos propostos, muitas vezes por uma limitação técnica, a princípio, mas também por uma padronização comercial. Uma vez o que CD como suporte físico de música gravada não é mais o principal produto para a distribuição de música, as bandas podem trabalhar apenas com singles ou EPs, ou o que for mais interessante na forma como administram seu público e suas performances. 

*http://en.wikipedia.org/wiki/UK_Album_Chart

Referências

AMARAL, A. Práticas de Fansourcing. Estratégias de mobilização e curadoria musical nas plataformas musicais. In: SÁ, Simone (org). Rumos da Cultura da Música. Porto Alegre: Ed. Sulina, 2010

http://en.wikipedia.org/wiki/Album
http://pt.wikipedia.org/wiki/Disco_de_vinil

Anúncios

Exposição "Maldita 3.0" comemora os 30 anos da Rádio Fluminense FM (até 12/8)

A exposição comemora os 30 anos da Rádio Fluminense FM e mostra ao público um valioso material histórico do período em ficou no ar.
Formada exclusivamente por uma programação “rock and roll” e com um time de locutoras à frente dos microfones, numa atitude até então ousada para o dial brasileiro, a Rádio Fluminense FM – apelidada pelos seus criadores de “Maldita” – entrou no ar oficialmente no ano de 1982. Em seus primeiros anos de funcionamento, a Fluminense teve como missão dar voz à geração de 1980. Bandas, como Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Barão Vermelho, Kid Abelha, Lobão, Plebe Rude e tantos outros grupos independentes, mostraram seus primeiros trabalhos nos estúdios da Rádio.
A Exposição “Maldita 3.0” não só celebra a data histórica dos 30 anos com seus ouvintes, mas também presta uma homenagem a todos aqueles profissionais que ajudaram na sua construção, ao longo dos anos de funcionamento da Rádio, bem como agradece a todos os produtores culturais e transgressores que estiveram ligados à Maldita, mesmo indiretamente, mas que ajudaram na realização de um grande sonho.
A mostra pretende aproximar o visitante do universo da Maldita, apresentando painéis com bate-papos entre ex-integrantes, jornalistas e produtores culturais, além de todo o acervo da Rádio, como fotos, objetos, documentos, livros, gravações de entrevistas, prêmios, discos promocionais e filmes. O público vai poder ver a remontagem do primeiro estúdio da Rádio, com equipamentos originais da época, e a exibição do curta-metragem “A Maldita”.
A exposição reúne fotos inéditas, tiradas ao longo dos anos de funcionamento da Rádio, e uma série de fotos da primeira edição do festival Rock in Rio, pertencentes ao acervo do Festival. Entre os objetos expostos e autografados exclusivamente para a Rádio por bandas, estão guitarras de Oasis, Echo and The Bunnymen, da Legião Urbana, da Plebe Rude; a bateria de Foo Fighters; o violão da cantora Cássia Eller e Skate do Beastie Boys autografado pelos seus integrantes, incluindo o falecido MCA.
Confira aqui a “Mixtape Maldita” e mate um pouca da saudade da rádio que tocava ROCK
http://www.maldita30.com/#

Serviço:
Exposição: “Maldita 3.0”
Abertura: 11 de julho, ás 19h (para convidados)
Visitação: 12 de julho a 12 de agosto de 2012 – ter a dom, das 12 às 19h – GRÁTIS – Cass. Livre
Local: Centro Cultural Correios (Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro) – 2253-1580
Realização: Centro Cultural Correios
Curadoria e produção: Alessandro ALR

"Too sexy for Metal?" novo post do Rockalogy e Menina Headbanger

“Too sexy for Metal?” novo post do Rockalogy e Menina Headbanger Pensando um pouco a moda feminina dentro do Metal.Participação de Aline Madelon, The Kinkers e loja Metal Fatality e Fernanda Cals das bandas Impacto Profano e Trinnity.
%d blogueiros gostam disto: