Arquivo mensal: maio 2011

James Hetfield é homenageado na escola em que “estudou”


O vocalista e guitarrista do Metallica, James Hetfield, entrou para o Hall da Fama 2011 do Downey High School, Califórnia, nesta última sexta-feira, 27 de maio. Em seu discurso declara que odiava o colégio e que vivia escondido. James preferiu deixar o time de futebol a cortar o cabelo, ele agradece ao treinador do colégio por tê-lo feito se decidir pela música. O vocalista conta de sua trajetória difícil, órfã aos 16 anos e que não chegou a completar os estudos em Downey High School.

É certo que James Hetfield não era um aluno exemplar, e que ele entrou no Hall da fama do colégio por ser vocalista do Metallica, uma das maiores e mais bem sucedidas bandas de Rock/Heavy Metal do mundo. A questão é, qual é o papel da escola na formação deste e de outros ídolos do Rock? E quando os alunos desviantes não alcançam o sucesso?

A escola como uma instituição disciplinar, responsável por formar cidadãos e repressora por conta isso, é um elemento importante na construção de subjetividade, ou seja, identidade, personalidade e caráter, e também de laços sociais para jovens “rebeldes”, ou desviantes, que se negam a seguir determinada conduta.

Para os outros alunos “roqueiros”, cabeludos, que não queriam saber de estudar, que montaram uma banda, mas a banda acabou não dando certo, a escola, neste sentido, falhou? Ou isso parte de uma questão do indivíduo?

O que eu quero mostrar é que a escola já não funcionava para James Hetfield, a não ser como lugar de negação, de repressão, que certamente alimentou a sua revolta e deixou sua música ainda mais raivosa, o que era bom, e talvez o mérito do colégio esteja exatamente aí. Quantas bandas foram e são formadas no ambiente escolar, por alunos que queriam/querem sair o quanto antes de lá?

O Rock n’ Roll não se aprende na escola. Mas antes de coroar esse tipo de atitude deve-se lembra que o sucesso como artista musical, a nível de celebridade, muitas vezes independe do esforço de cada um, ele é regulado pelas “intempéries do mercado”.

Leia o discurso traduzido em: http://www.metalremains.com/news/2681.html

Fonte: http://www.metalremains.com

Natália RR

II SEMINÁRIO INTERNACIONAL CULTURA DA MÚSICA: SOM+IMAGEM

Estudos recentes oriundos do campo dos Sound Studies – Estudos de Som – têm colaborado decisivamente para desnaturalizar a relação som-imagem, analisando em profundidade o papel das tecnologias sonoras dentro da cultura áudio-visual. Da mesma forma, no campo específico dos estudos de cinema, idéias anteriores sobre a preponderância das imagens sobre os sons vêm sendo substituídas por um entendimento mais claro sobre os papéis do som nos filmes.

II Seminário Internacional Cultura da Música: som + imagem pretende introduzir entre nós esta temática ainda pouco abordada no Brasil, a partir do ponto de vista de pesquisadores internacionais e nacionais reunidos para discutir as diversas formas de articulação do universo da cultura sonora e musical com o universo das imagens.


As inscrições estão abertas e são gratuitas. 
Vale muito a pena, é muito interessante.

Death Metal

“Do mesmo modo que o thrash metal era uma segunda onda substancial do heavy metal, o death metal representava um terceiro estágio evolutivo. Quando finalmente chegou à frente, no começo da década de 1990, o death metal elevou as composições do metal a um novo nível brutal de profundidade melódica, proezas compositivas e habilidade técnica.”
“Enquanto o heavy metal nasceu na Inglaterra e o thrash metal tinha seu coração em San Francisco, as sementes do death metal serial plantadas por todo mundo. O fenômeno era um produto puro das trocas de fitas underground.”
(Christe, Ian: SP 2010 p306)
Antes de falarmos de “evolução”, é interessante pensarmos no processo evolutivo, que se faz de pequenas “mutações”, o Death Metal não é o produto simples da mistura do Thrash Metal com o Black Metal, esse coeficiente pode ser até aceito como uma forma de simplificação, mas quando estamos falando de estilos e vertentes do Heavy Metal, muitas vezes trata-se de algo complexo e disperso no espaço.
O segundo trecho destacado mostra claramente isso. Em 1990 não existia internet na forma como conhecemos hoje, os contatos e as trocas por carta eram muito importantes para a circulação das bandas e existia um público ávido por novidades. O Metallica estava em seu Black Album, o metal mainstream começava a ficar cada vez mais “manso”, enquanto no underground o movimento era outro, bandas cada vez mais brutais aparecendo.
Os dessa geração já cresceram ouvindo Black Sabbath, Venon, já vieram acompanhados de todo um “background” de peso metálico, passaram pelo auge da década de 80, e agora sabiam o que fazer com toda aquela técnica e potencial explosivo. Mais rápido que o Thrash, mais técnicos e satânico que o Black Metal, o Death Metal teve no underground o meio ambiente certo para se desenvolver e tomar força.
Sem dúvidas o Death Metal elevou o Heavy Metal a outro nível de peso e técnica, vocais guturais monstruosos começaram a aparecer, riffs cada vez mais velozes e técnicos, letras cada vez mais “blasfemicas” e insanas. O Death Metal exige uma “iniciação”, e é um dos estilos mais adorados dentro do Heavy Metal.
Algumas bandas do estilo:
Morbid Angel, Death, Deicide, Vader, Sepultura, Cannibal Corpse, Obituary etc. (confira algumas músicas na playlist na lateral do blog)
Natália RR
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