Arquivo mensal: novembro 2010

Vídeo novo do Hatepride! Carnage in the Wonderful City

Sequência alucinante de cenas que chocam o Rio de Janeiro e o mundo!

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A importância dos mediadores na cena

Mediação = colocando em comunicação, aproximando artista e público
No modelo da indústria fonográfica de século XX, a do mainstream, a do massivo, a filtragem era feita por parte da indústria. Era ela quem decidia o que ia ser ouvido, quando ia ser ouvido, aonde e por que pessoas. Não que ela tenha perdido totalmente seu poder, mas num período de 10 anos os lucros caíram pela metade.
No momento atual o que temos é um excesso de informação e músicas disponíveis, ou seja, uma descentralização da mediação, no momento anterior a indústria fonográfica centralizava a mediação e a filtragem musical.
Quanto maior o excesso, maior a necessidade de filtros para a aproximação dos artistas do público. Os mediadores funcionam como filtros.
Comunidades no Orkut, perfil no Facebook são tentativas de filtragem, que intencionam levar o público a ouvir o som da banda no Myspace ou para assistirem a um vídeo e etc. Tenho observado que o poder de mediação dessas redes é relevante, porém bastante reduzido, para as bandas essas redes não tem passado de murais de divulgação. Você manda uma mensagem automática da para 500 amigos, alguns repassam para mais 500 amigos, algumas pessoas seguem o link e no show da umas 100 cabeças e é assim que funciona.
Mas um ator muito importante vem tomando a cena, ele vem daquele modelo antigo da indústria, mas agora numa roupagem diferente, procurando não apenas ser ouvido, mas também ouvir; são as web rádios. Elas são uma ótima forma de divulgação para as bandas e muitas delas estão sempre a procura de novos sons, de boa qualidade, para alimentar a programação. Quando o som vem até você é muito mais fácil, e eu diria até mais prazeroso, e para as bandas que têm suas músicas na programação também é muito gratificante.
O Rockalogy então conversou com o Wagner Carvalho que é produtor, baixista da banda carioca Profane Art e faz parte da equipe da  web rádio Metal Militia, ele nos falou sobre o seu trabalho na rádio e sobre o seu contato com bandas, além de comentar os aspectos estruturais da cena underground do Rio de Janeiro.
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Antes de trabalhar com a equipe da web radio Metal Militia, eu fazia parte da equipe de mais duas web rádios estrangeiras, fui pedir apoio e acabei levando o Brasil Extremo para lá, isso bem no início mesmo, atualmente a rádio tem 1 ano.
Nesse meio tempo, vi surgirem várias outras web rádios, algumas já não existem mais, acredito que o nosso trabalho sobrevive até agora, devido ao nosso contato direto tanto com as bandas, como com o público.
Eu particularmente procuro conhecer bem, cada banda que me procura e ajudar o máximo possível, mesmo que de forma indireta, para que eles possam entender que somos pessoas comuns trabalhando por algo que gostamos e principalmente sabemos que tem um grande potencial, queremos ajudar, qualquer crítica sempre é feita de forma construtiva, nem todo mundo entende…mas, é para o bem deles mesmos.
A mediação, no nosso cenário é bem complicada, muita gente começa e desiste rápido, já que consome tempo e não se tem um retorno financeiro, já me cobraram por aí para colocar músicas da Priest of Death na programação, ou seja algumas web rádios já chegaram ao ponto de cobrar “jabá”, isso demonstra que as web rádios adquiriram uma certa importância mesmo com a cobrança sendo algo imoral.
Hoje se tem muito mais espaço do que se tinha 10 anos atrás, acredito que esse avanço seja cada vez mais acelerado, a democratização da Internet é algo que tem ajudado bastante nisso, quando fiz a tour Européia com a Gangrena Gasosa em 2001, vi que cena lá é movimentada por quem curte e pelas próprias bandas e a Internet era (é) fundamental para o trabalho dos caras, agora no Profane Art eu consegui muita coisa e bem rápido, graças à Internet, acompanho essa evolução da cena, como músico e como mediador e posso afirmar, se houver união na cena podemos ir bem mais longe.
Acho que se os produtores dos eventos parassem de agir como senhores feudais, as bandas acabassem com a política de “farinha pouca,meu pirão primeiro” e as pessoas pensassem na cena, as coisas seriam melhores, procuro fazer o máximo que dá para fazer sozinho, acho interessante iniciativas como a sua, a do Areal Metal Fest, Metal Hordes(zine/fest), Metal Devastation (zine/fest), Headbanger’s Voice, etc… das bandas além das que eu falei antes tem o Trustworthy de gothic metal e o Death Legacy da ex baterista da Antígone, fora as centenas de bandas parceiras da Metal Militia, então é só juntar gente nessa corrente para frente, são pessoas assim que mantém o underground nacional vivo,
Deixo também aqui o recado para as bandas interessadas em fazer parceria com a web rádio Metal Militia, ou participar da nossa primeira coletânea on-line com lançamento dia 20/12/2010, os contatos deverão ser feitos por wagner@metalmilitia.com.br // coletanea@metalmilitia.com.br e leiam minhas resenhas(http://www.metalmilitia.com.br/)!

Natália R. Ribeiro

Os passos da juventude

Vídeo super interessante sobre as “diferentes épocas” da juventude. Como a internet potencializou tudo isso e a nova necessidade, a de filtros, cada vez mais eficientes para nos atermos e não nos perdermos em meio de tanta informação.


We All Want to Be Young (leg) from box1824 on Vimeo.

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