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Marcelo B. Conter lança LO-FI: Música pop em baixa definição

 Na década de 80, um radialista nova-iorquino criou um programa chamado “Lo-fi”, que rodava apenas gravações caseiras e em fita cassete, método então corrente de divulgação de músicos independentes. “Lo-fi” aparecia ali como oposição a “hi-fi”, aqueles caríssimos aparelhos de som de alta fidelidade sonora. Enquanto a indústria fonográfica chegava ao ápice da nitidez sonora, um considerável grupo de artistas remava na direção contrária, com canções gravadas em meio a ruídos produzidos por equipamentos de segunda linha. Ao longo dos anos, o termo lo-fi continuou servindo para nomear gravações caseiras e amadoras. Mas será que ele não se aplicaria para outras manifestações sonoras na música pop? Trata-se da questão levantada no livro LO-FI: Música pop em baixa definição. Ao invés de definir ou buscar uma “essência” do lo-fi, o estudo de Marcelo Bergamin Conter segue os fluxos de criação da música pop para evidenciar as mais diversas sonoridades de baixa definição.

 Direcionada não só a teóricos, mas à ampla gama de interessados em música pop e produção independente, a obra investiga como formas inauditas de música podem surgir de relações insólitas que artistas e produtores de áudio estabelecem com as tecnologias fonográficas. Conter percebe os resultados desse encontro da composição com os aparelhos técnicos em diversas bandas e artistas, tanto do underground quanto do mainstream.

Livro à venda (versão impressa e digital) no site da Editora Appris:
http://www.editoraappris.com.br/produto/lo-fi-musica-pop-em-baixa-definicao

Confira o book trailer

Contato: Marcelo Bergamin Conter – (51) 999141001 / bconter@gmail.com

Opinião: Cobrança de Atitude

Vá a shows

É interessante que uma placa como esta (na verdade a imagem de uma placa como esta) venha a ser tão bem aceita como imperativa e tão avidamente compartilhada por um público que preza tanto pelo livre arbítrio. “Faça isso/ faça aquilo” não combina com as ideias de atitude ou de revolta presentes principalmente nos meios undergrounds ou “desalinhados” com o big system (o que preferir).

É uma política de cobrança que vem sendo amplamente difundida afim de que se consiga uma maior união da cena, e assim então uma mudança positiva no cenário atual. No entanto, essa cobrança de uma atitude não apenas deve encontrar fundamento naquele que a sustenta, como também naquilo que vem a ser sustentando.

Fosse justificável a aplicação de tal política, teria ainda que encontrar meios de sustentar seus argumentos, seja por aqueles que fazem uso da cobrança, seja por aqueles que são cobrados. “Que jogue a primeira pedra” aquele foi rigorosamente a todos os eventos de sua cidade, que em nenhum deles deixou de pagar pela entrada, aquele que compra os CDs das banquinhas só para ajudar, mesmo não gostando da vertente sonora da banda, aquele que lê com frequência e comenta as centenas de sites e blogs especializados, mesmo eles nunca tendo divulgado a sua banda.

Supondo que haja alguém capaz de nos fazer essa cobrança, seríamos nós OBRIGADOS a ir a um evento que simplesmente não estamos afim? Comprar um CD que nem gostamos em vez de tomar cerveja? Ler alguma coisa sobre uma banda que não temos o menor interesse? É disso que queremos fazer parte?

A mudança deve ocorrer nas atitudes sim, fazer isso que está sendo proposto faz a diferença sim, mas não se for feito de forma obrigatória, isso tende mais a afastar as pessoas que uni-las. A mudança deve ocorrer na mente, na mentalidade de cada um de nós sobre a cena que vivemos ou que pretendemos viver.

Para um bem coletivo é preciso pensar e agir coletivo.

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