Arquivo mensal: janeiro 2011

Tocar de graça sim, pagar pra tocar NÃO

Tocar de graça em um evento muitas vezes pode ser vantagem para a banda, ainda mais se ela estiver começando, um show é a melhor e mais eficiente forma de divulgação do seu trabalho. Para a banda fazer um show ela precisa ensaiar, precisa de um equipamento legal, precisa ir até o local do evento que muitas vezes não é perto, precisa de alimentação, ou seja, tem um custo.
Quando a banda toca de graça é como se ela estivesse fazendo uma troca, onde a produção garante mais uma atração, e a banda divulga seu trabalho. Porém o ato “jabalesco”, que põe o dinheiro na frente da música, também se tornou um costume no underground e fez crescer o olho de muita gente que resolve promover um evento.
É a lei da oferta e da procura, centenas de bandas e nenhum lugar pra tocar, ambiente propício a aproveitadores baratos, pro cara que prefere por quaisquer 10 bandas num evento, cada uma dando 100, 150 pratas, do que produzir um evento legal de fato. O pior é que na falta de opção a banda acaba pagando, e sai no prejuízo, por que eles não estão nem aí pra divulgação e o som é de quinta.
Se a banda tem que vender tantos ingressos pra tocar, isso é o mesmo que ter que pagar. Se a banda vai tocar sem custo nenhum, ela mesma que tem que divulgar o evento e ela mesma que vende o ingresso o que o produtor faz?
A parada está num nível tão insano que esses produtores acham que estão fazendo um grande favor à banda e a cena, quando é justamente o contrário, estão é jogando mais terra em cima.
Natália RR
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Rockalogy de volta, sorrateiramente

Fala aí galera, muita luta nesse underground de meu Deus, 2011 promete!
Mais uma vez, obrigada a todos. ^ ^!

Underground Wikipédia

Parece que quem escreveu esse artigo aí no Wikipédia está atrasado pelo menos uns 20 anos. Isso só prova a completa ignorância por parte do senso comum sobre o assunto “underground”. Primeiro que hoje música alternativa não é a mesma coisa que música underground, botar Cachorro Grande no mesmo saco que o Gangrena Gasosa é a mesma coisa que dizer que cachaça é água, olhando até parece igual, mas se experimentar vai ver que é uma coisa completamente diferente.
“Esse tipo de música de um modo geral possui pouco ou nenhum apelo de massa”, segundo erro grave. O grunge era um estilo underground, e o Nirvana revolucionou a parada vendendo 400 mil cópias do seu disco Nevermind em apenas uma semana, isso em 1991, ou seja, o underground pode ter apelo de massa, mas isso não depende dele, depende da mídia, da indústria e de uma série de coisas.
Terceiro erro grave: “o underground não tem presença comercial”, quem pensa assim nunca ouviu falar da tal da cauda longa.
Analisar o underground apenas do ponto de vista comercial e musical é deixar de lado todo o resto, toda a questão social, cultural e espacial de onde a cena se desenvolve. É justamente aí que está o diferencial da música underground, nessas especificidades, nas milhares de cenas espalhadas por aí, cada uma com uma história uma característica.
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