Arquivo mensal: dezembro 2010

Paradinha Rockalogy

Fala aí galera, estou aqui para dizer que o Rockalogy vai dar uma paradinha de final de ano, e a partir da segunda quinzena de Janeiro ele estará de volta com força total.
Muitas discussões, muitas ideias, novos projetos e novos parceiros nos aguardam no ano de 2011!

Gostaria de agradecer encarecidamente a todos que apoiam o blog, não citarei nomes para não correr o risco de esquecer alguém desmerecidamente! Muito obrigada!

Desejo a todos um 2011 com muita paz, muito amor, e muito ROCK é claro!

vai passar rapidinho…

Natália R. Ribeiro

Território Juventude Underground

“O maior símbolo nessa ‘nova cultura juvenil’ é o rock’n roll, que aparece como música delimitada etariamente, especificamente juvenil, com uma ‘linguagem internacional da juventude’, que acompanha e expressa todas essas novas atividades de lazer, assim como o comportamento explosivo da juventude.”

Abramo, Helena Wendel _ Cenas juvenis

A “nova cultura juvenil” a qual Abramo se refere á a dos anos 50-60, pós segunda guerra mundial, norte-americana, em sua maioria branca e de classe média, que agora podiam experimentar toda sua individualidade e gastar seu dinheiro em bens de consumo reafirmavam o valor dessa cultura.
O Rock surgiu com a temática jovem e continua assim até hoje, há quem diga que AC/DC é coisa de velho, mas o Rock não é o mesmo desde a década de 70, ele é o estilo que mais se renova e reinventa, assim como a própria juventude.
Por falar em juventude, não existe apenas uma juventude, a palavra na verdade deveria ser usada no plural, “juventudes”, pois o jovem apenas por assim ser já é contestador e não poderia aceitar a uma categoria que colocasse a todos no mesmo saco. Jovem de periferia, jovem rico, juventude engajada, juventude paz e amor, é cada um na sua.
E o underground é um espaço de encontro dessas juventudes, que marcam a sua territorialidade e pertencimentos grupais, é lugar de construção da identidade, e hoje juventude não representa mais aqueles indivíduos dos 12-25 anos, juventude hoje é estilo de vida, um modo de ser, ou seja, o underground é para todas as idades e todas as juventudes, de preferência o Rock’n Roll.
E se um dia inquietação e resistência eram características dos jovens, eles encontram isso no underground e o próprio meio clama por isso. Estar no underground é uma luta constante, é resistir às adversidades e seguir em frente rumo ao seu sonho, tem que batalhar mesmo por aquilo que quer, não é fácil, não é fácil mesmo.
O underground é um território, é um espaço nosso, fruto da nossa união, afinal uma cena só existe quando a galera se reúne, quando a gente encara os de fora olhando torto, ou quando fazemos nosso som é como se disséssemos aos outros que aquele lugar é nosso, que pertencemos e fazemos parte daquilo.
Natália R. Ribeiro
 

Underground não é Independente

Eu já havia brincado dizendo que o underground não era independente, mas na vez passada foi para falar que o underground depende sim e de muitas coisas, ou seja, o independente em questão era o de “não depender de”. Agora eu vejo que a incompatibilidade com o termo vai além do sentido literal da palavra.

Depois se assistir ao segundo seminário de uma série de seminários sobre novos negócios na música, promovido pelo coletivo Ponte Plural, com apoio do Sebrae, eu tive a certeza de que o underground como nós o conhecemos não é passível de representatividade no meio empreendedor, digamos assim.

Em todo momento falava-se sobre o circuito independente, sobre bandas independentes, mas nenhuma vez eu ouvi falar de “cena underground”, banda de metal, nada com um som mais pesado, ou mais “rebelde”, logo eu percebi que não poderia por Cachorro Grande no mesmo saco que o Gangrena Gasosa, estávamos falando de coisas diferentes.
Quando uma banda do underground vendeu mais de 170 mil cópias no Brasil? Esse feito é o feito da banda independente OTeatro Mágico, Moveis Coloniais de Acajú, Macaco Bong, etc. São exemplos de bandas independentes que vem fazendo sucesso por aí. Quando que o Claustrofobia tocou no Altas Horas?
O underground produz de forma independente, fato, mas ele não compartilha o mesmo espaço que “o meio independente”.
O independente é reconhecido pela grande mídia, o underground não.
Enquanto o underground não trabalhar de forma integrada continuará existindo num limbo, num “não-lugar” no cenário musical, e estará limitado circuitos fechados e com pouca ou nenhuma estrutura, com pouquíssimas bandas conseguindo de destacar e se auto-sustentar.
Natália R. Ribeiro
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