Heavy Metal, a importância da experiência ao vivo

Começo esse post a partir da leitura do artigo “Pegue seu bilhete; compre pipoca e esteja pronto para bangear! A performance do Big Four transmitida em cinemas e novas experiências para headbangers” de Melina Aparecida dos Santos (UFF)* que trata da reconfiguração da experiência de assistir coletivamente a um show de heavy metal “ao vivo”, uma vez que se está numa sala de cinema e não em frente a um palco.
“Se é para ver tal artista no telão, prefiro comprar o DVD e assistir em casa” ou “nem preciso ir para ver o show, será transmitido ao vivo pela internet”, são argumentos comuns para aqueles que por preferência, ou por falta de oportunidade, deixam de lado a experiência ao vivo. Por mais que esses shows sejam transmitidos em tempo real (o que em alguns casos, como do Big Four, deixa de ser cumprido à risca) a forma como aquilo é absorvido é diferente.
Ver ao vivo um show de sua banda favorita da platéia é uma experiência única, você está rodeado de fãs. Tem sempre aquela expectativa do momento em que a banda subirá no palco, a excitação de quando eles aparecem pela primeira vez no palco, as pessoas cantando junto, o som ensurdecedor e você sente aquilo na pele. Apesar de em casa você conseguir ver todos os detalhes, não restará muito dessa sensação que se tem no show ao vivo.
A performance existe não só para os artistas que estão em cima do palco, mas também depende muito da platéia, do público, no heavy metal isso é bem claro. Espera-se que o público seja agitado, balancem as cabeças, façam os chifrinhos com as mãos, dependendo da agitação, que formem rodas, mosh pits e wall of death, em casa, ou no cinema, a performance por parte do expectador é um tanto contida, reprimida, não há a troca, “a comunicação” com a banda.
Assistir a um show da platéia, num cinema, em casa com os amigos, pelo computador, cada uma dessas possibilidades configuram uma experiência diferente, neste caso, podem haver mais, de quatro formas diferentes de presenciar um mesmo evento.
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Sobre Natália Ribeiro

*Editora do blog Rockalogy desde 2009 *Editora e Produtora do canal Metal Ground *Mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal Fluminense - UFF *Graduação em Estudos de Mídia - UFF *Membro do Laboratório de Pesquisa em Culturas e Tecnologias da Comunicação - LabCULT, ligado ao PPGCOM/UFF. *Headbanguer Full Time

Publicado em 14 de fevereiro de 2012, em Posts. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Não existe sensação igual a de ver um bom show ao vivo!

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