Metal ou Heavy Metal? O gênero musical


“Metal” é normalmente usado para se referir ao Heavy Metal e a suas vertentes, ou subgêneros: Death Metal, Black Metal, Thrash Metal, Power Metal, Metal Progressivo, entre outros. Já o termo “Heavy Metal” remete mais a um período clássico na história do gênero, antes da segmentação em diferentes vertentes, embora também possa ser usado de forma mais geral na classificação desses estilos.

“Heavy metal is a musical genre. Although some of its critics hear it only as noise, it has a code, or set of rules, that allows one to objectively determine whether a song, an album, a band, or a performance should be classified as belonging to the category ‘heavy metal’.” (WEINSTEIN, 1991/2000 p.6)

Segundo Weinstein, o Heavy Metal segue como um dos gêneros do Rock de maior longevidade e também como um dos que mais teve a capacidade de se expandir, ramificando-se em diversas vertentes (1991/2000 p.7)*.

Embora a autora considere o Heavy Metal ligado a raiz Rock, prefiro pensar o gênero como um estilo musical próprio, com raízes fundadas no Rock e no Blues praticados por bandas de antes da década de 70, que serviram de influência para as bandas que fundaram o estilo.

Heavy Metal como gênero musical vai além de sua compreensão apenas como rotulação de mercado, existe uma dimensão social do gênero que é baseada na negociação entre diferentes atores. Bandas, público e mídia contribuem de diferentes formas, cada um a seu modo, possibilitando a “gerenciamento” do estilo.

Como gênero musical o Heavy Metal se baseia em códigos, ou num conjunto de regras. Esses códigos não seguem uma ordem restrita ou lógica, mas são coerentes o suficiente para demarcar fronteiras e periferias. Nas “periferias” o Metal conversa com outros gêneros e na negociação que acontece nessas fronteiras, entre o cumprimento e a violação dos códigos e que surgem diferentes vertentes, e conseqüentemente, novos códigos.

É preciso estar atento a esses códigos, eles estão presentes nas letras das músicas, nas melodias, no ritmo, na pegada, na performance, nos equipamentos e instrumentos utilizados pelas bandas, na biografia da banda, nas roupas, nos fãs, em seus circuito de produção e consumo e etc., está presente em vários elementos e camadas. O Heavy Metal é um gênero musical hipercodificado, com tantas vertentes isso não poderia ser diferente.

No entanto, na maioria das vezes, o Metal é facilmente reconhecível, assim como seus fãs, os headbangers (batedores de cabeça), que preferem ser chamados assim do que pela alcunha de “metaleiros”, rótulo criado pela mídia “Global” na época do primeiro Rock in Rio, em 1985.
Bibliografia: WEINSTEIN, Deena. Heavy Metal: the music and its culture. New York: De Capo, 1991/2000.

*tradução livre
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Sobre Natália Ribeiro

*Editora do blog Rockalogy desde 2009 *Editora e Produtora do canal Metal Ground *Mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal Fluminense - UFF *Graduação em Estudos de Mídia - UFF *Membro do Laboratório de Pesquisa em Culturas e Tecnologias da Comunicação - LabCULT, ligado ao PPGCOM/UFF. *Headbanguer Full Time

Publicado em 6 de janeiro de 2012, em Posts. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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