Do LP ao EP on-line parte II

“A continua democratização do acesso dos músicos às tecnologias de gravação consolida-se com a introdução do protocolo de hardware/software MIDI (Music Instrument Digital Interface) em 1983, que possibilita a associação de sintetizadores digitais, samplers, baterias eletrônicas e computadores, trabalhando conectados em rede, consolidando a noção de home studio.” (Sá, Simone 2006)

A transformação do som em cadeia numérica permite a sua manipulação, edição e alteração de maneira facilitada.  No mesmo ano o CD, compact disc, 4,5 polegadas, é lançado, tornando-se o principal meio de lançamentos musicais, substituindo paulatinamente o LP no mercado. Com os avanços tecnológicos a produção de música estava cada vez mais acessível, era a época das gravadoras independentes também formarem e consolidarem seu mercado.

O MP3, abreviação de MPEG 1 Layer-3 ou (Mini Player)(camada 3),fruto de um estudo que se iniciou na década de 70 (sendo padronizado finalmente pela Sony, em 1995) , é um formato de áudio compactado que ignora as camadas sonoras imperceptíveis ao ouvido humano. Esse formato permitiu armazenar músicas no computador sem ocupar muito espaço e sem tirar a qualidade sonora das canções, o que o popularizou como forma de distribuir música pela rede. Neste momento a música não precisa mais de um formato físico para ser consumida.

Em 1999, Shawn Fanning cria o programa de compartilhamento de arquivos .mp3 em rede P2P (per to per ou par a par) Napster, e da início a era dos downloads de música na internet. A indústria da música entra em colapso, não é mais preciso pagar para consumir música, as vendas caem vertiginosamente, ao passo que desde então mais e mais músicas são disponibilizadas na rede.

Esse vôo a jato sobre a história da música e suas tecnologias serve agora de background para ilustrar o ponto principal deste post, o EP on-line. Esse formato tem feito parte da estratégia de lançamento de muitas bandas, e nada mais é que o álbum da banda sendo disponibilização para download na íntegra e em grande parte das vezes de forma gratuita. Essa tem sido uma alternativa para aqueles artistas que não conseguem entrar para uma gravadora ou como forma independente de mostrar seu trabalho.

Porém é sabido que mesmo sendo auto produzido, esse material demanda um grande custo à banda o que leva a outras questões como: O que leva as bandas a lançarem seus álbuns on-line? Quais as características deste formato? Como a música é capitalizada nos dias de hoje? O CD morreu ou está se reconfigurando? Quais as novas práticas de consumo musical?

Seguimos a procura das respostas.


Referências:
Sá, Simone – A música na era de suas tecnologias de reprodução, em XV COMPOS. Junho 2006
http://pt.wikipedia.org/wiki/MP3
http://pt.wikipedia.org/wiki/Napster

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Sobre Natália Ribeiro

*Editora do blog Rockalogy desde 2009 *Editora e Produtora do canal Metal Ground *Mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal Fluminense - UFF *Graduação em Estudos de Mídia - UFF *Membro do Laboratório de Pesquisa em Culturas e Tecnologias da Comunicação - LabCULT, ligado ao PPGCOM/UFF. *Headbanguer Full Time

Publicado em 11 de setembro de 2011, em Posts. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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