R. I. P – A Remix Manifesto

Direitos autorias, é o tema central deste documentário, que mostra que as leis precisam ser modificadas, pois vivemos em um outro tempo, caso contrário a arte, a criação na era da tecnologia digital continuará como algo marginal e criminoso.

Baixar músicas, ver vídeos no You Tube é ilegal, pois a maioria dos materiais disponíveis não foram liberados por quem detém seus direitos. Quem lucra com os direitos de propriedades sobre bens culturais não são os artistas, mas suas gravadoras e as empresas as quais pertencem essas gravadoras, ou suas associadas, é um negócio milionário.

Essas empresas tentam se cercar de todas as formas para que esse negócio continue lucrando, e que o controle não seja perdido de uma vez por todas, mas vêem-se cada vez mais perdidas com a popularização da internet, downloads, uploads, e compartilhamentos entre seus usuários. Em vez de algo totalmente criativo e benéfico elas vêem seus milhares de dólares escorrendo por entre os dedos.

O sistema todo entrou em crise quando as ferramentas de produção caíram nas mãos do povo, a cultura da mídia agora não pertence somente a um grande centro distribuidor, cada pessoa passar a ser um distribuidor em potencial, mas não apenas isso, muitas pessoas passam também a produzir seu próprio material e divulgá-lo. A cultura das mídias passa a ser usada para criticar a própria mídia.

O DJ Girl Talk, um dos personagens centrais do documentário, usa músicas de outros artistas, cujos direitos autorais pertencem às grandes corporações, e por isso ele está infringindo a lei, para produzir algo novo, novas músicas. Isso inaugura novas questões: ele está de fato “criando” algo? É algo legítimo? E os artistas?

O documentário não encerra essas questões, mas nos direciona para uma discussão mais sóbria. Fica claro que as leis de direitos autorias devem ser repensadas para que a arte seja de fato incentivada e não podada, e sim, Girl Talk está criando, pois por meio de softwares e um computador ele está “interferindo” ele está agindo, deixando seu rastro pelo mundo, a questão é se ele deve ser considerado um criminoso ou não.

Não é justo que uma pessoa tome a criação de outra. Exemplo; uma banda tem uma música própria, mas esta música ainda não foi registrada, daí vem outra banda, grava e registra essa música, isso pra mim é roubo. Uma coisa é uma outra banda fazer um cover, outra é ganhar dinheiro em cima da criação alheia, vendo CDs por exemplo.

Em minha opinião o que deveria existir era uma negociação mais direta. Se a música é minha e eu não gosto do que o Girl Talk fez com ela, eu posso informá-lo disso, seria algo negociado diretamente, mas o que acontece é que as músicas sampleadas já escaparam do controle dos artistas que a criaram, e estão nas mãos das empresas.

A discussão segue…

Videografia básica para todos que se interessam por música de uma forma bem geral, artistas, DJs, ouvintes etc., pois diz respeito a todos nós, às formas de ouvir música na era digital e de produzir-la.

Natália R. Ribeiro

 
 

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Sobre Natália Ribeiro

*Editora do blog Rockalogy desde 2009 *Editora e Produtora do canal Metal Ground *Mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal Fluminense - UFF *Graduação em Estudos de Mídia - UFF *Membro do Laboratório de Pesquisa em Culturas e Tecnologias da Comunicação - LabCULT, ligado ao PPGCOM/UFF. *Headbanguer Full Time

Publicado em 15 de junho de 2010, em Posts. Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Esse documentário é muito bom!Quem puder assistir ,assista!

  2. Tem tudo lá no YouTube, legendado e tudo, vale à pena!

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