Fugindo do Underground?

Tenho acompanhado algumas bandas de um tempo pra cá, mesmo que não tão de perto foi sempre possível ver o quanto essas bandas trabalham e se esforçam para crescerem e posteriormente sair de dentro do underground. Algumas dessas bandas acham que estarão fora do underground quando começarem a ganhar dinheiro tocando, outras quando tiverem algum tipo de “fama”, mas na verdade o dinheiro e a “fama” sairão do próprio underground.
Muitas bandas que vemos em revistas ou estampadas em banners virtuais em sites de rock e/ou heavy metal, ainda pertencem ao underground, muitas dessas bandas vivem do underground, elas têm mais visibilidade e automaticamente fazem mais shows e também tem um material de merchandise bem maior do que uma banda iniciante ou com pouco tempo de vida.
Temos também casos de bandas que tocam fora do país com a ilusão de que estarão fora do underground. Essas bandas lançam um álbum na maioria das vezes e começam a fazer bastantes shows pra divulgar pegando até festivais maiores, sendo que a maior parte da turnê será dentro do circuito underground. Quando a banda sai do país nas primeiras vezes não será nada mais nada menos do que uma “imigração de underground”. Shows pequenos, com uma remuneração baixa (muita das vezes dependendo do tamanho do “nome” que a banda tenha não se ganha cachê ,além de a viajem ser bancada pela própria banda) isso é o que se têm saindo do país nas primeiras turnês na tentativa de fugir do underground.
Esse não é um post pessimista, mas um post para sabermos que tudo nesse meio é trabalho e investimento, uma turnê internacional provavelmente fará parte do caminho pra quem tem banda e quer sobreviver de heavy metal ou rock. Se você não é um fenômeno, você estará sempre trabalhando pra divulgar a sua banda e por fim como resultado viver dela que tirará seu sustento do underground.
OBS: Excepcionalmente hoje o post foi feito por D.Arawn (guitarrista do Hatepride).
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Sobre Natália Ribeiro

*Editora do blog Rockalogy desde 2009 *Editora e Produtora do canal Metal Ground *Mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal Fluminense - UFF *Graduação em Estudos de Mídia - UFF *Membro do Laboratório de Pesquisa em Culturas e Tecnologias da Comunicação - LabCULT, ligado ao PPGCOM/UFF. *Headbanguer Full Time

Publicado em 14 de abril de 2010, em Posts. Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. O underground como o início o meio e o fim.O undeground está totalmente imerso na indústria cultural, a lógica do underground tem muito da lógica do próprio mercado.Bandas em alta e bandas em baixa, fala-se em investimento, nada melhor para refletir isso. E o underground é o meio onde tudo se confunde, bandas se virando para conseguirem espaço, bandas investindo o que tem buscando destaque.Eu não acredito que esse post seja pessimista, ele é real, é o relato de quem está vivendo isso. E se alguém que por ventura leu e se sentiu desanimado é melhor pular do barco agora.Mas nem tudo são horrores no underground, é de lá que as coisas boas estão saindo. Se uma banda não passou por lá, na certa essa banda não passará no teste do tempo.Natália R. Ribeiro

  2. A imagem que ilustra este post é da banda norte-americana Deicide.E apesar de ter reconhecimento mundial a banda continua fazendo shows de porte underground.

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