Evolução e Técnica

O Rock evoluiu muito em pouco mais de meio século de existência, hoje “Rock” engloba um mundo de possibilidades e gêneros, esse desdobramento em vertentes tomou impulso nas últimas décadas. A fim de analisar esse fenômeno, e tendo em conta a dificuldade de abordar o tema de forma competente usando aspectos gerais, neste post vou tratar da “evolução” do rock a partir da técnica.

Por técnica não vamos entender somente habilidades musicais adquiridas através de estudos, ou por meio autodidata , mas vamos estender nossa compreensão às tecnologias, aos avanços técnicos nos instrumentos e equipamentos e às novas tecnologias de gravação e produção em geral. Não fiquemos presos a noção “básica” deste termo.

Quando eu comecei a pensar sobre essa questão da técnica e em suas conseqüências sobre a música as primeiras bandas que me vieram à cabeça foram aquelas que são chamadas ou se denominam extremas e as bandas que optam pela virtuose na expressão de seu som. Guitarristas tocando numa velocidade quase surreal, bateristas que parecem estar disparando uma metralhadora, vocalistas explorando sonoridades cada vez mais baixas, até aonde isso vai chegar? Não é bem essa a questão.

Quando nos bastamos de sermos ouvintes, parece que cada novo absurdo surgiu por geração espontânea, sendo comum a fala: “Uau! De onde esse cara tirou isso?”. Não estou discutindo a genialidade de pessoas como Eddie Van Halen, aonde eu quero chegar é no papel da “técnica” nessa história. No final dos anos 70 ele revolucionou, levou o instrumento guitarra a outro patamar, assim como fez Jimmy Hendrix pouco mais de uma década antes, hoje, século XXI, um garoto de 15 anos pode fazer o que eles faziam dentro de seu quarto em frente a um computador. Quarenta anos se passaram de 70 para cá, hoje temos instrumentos muito mais avançados, nós temos softwares, Van Halen não tinha noção do que era isso naquele tempo.

Novas tecnologias inseridas por novos equipamentos e softwares e novas técnicas que vão sendo incorporadas ao “modo de tocar determinado estilo”, que podem ser aprendidos e absorvidos pelos músicos, nos levam então a novos patamares.

Como ilustração a esse post segue o vídeo da banda brasileira Krisiun que é tida como o expoente extremo do metal nacional.

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Sobre Natália Ribeiro

*Editora do blog Rockalogy desde 2009 *Editora e Produtora do canal Metal Ground *Mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal Fluminense - UFF *Graduação em Estudos de Mídia - UFF *Membro do Laboratório de Pesquisa em Culturas e Tecnologias da Comunicação - LabCULT, ligado ao PPGCOM/UFF. *Headbanguer Full Time

Publicado em 18 de março de 2010, em Posts. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. HAIL ROCKALOGY!Esse tema é muito interessante de se discutir ,pois é legal tbm reparar e lembrar q técnica não é só ligada a velocidade nem muitas notas em um riff ou numa levada de bateria , nesse caso o metal extremo.Vc pode reparar bandas q tem mta técnica e usam isso sem excessos ,e também sem levar a um ponto extremo e anormal, acho q depende do estilo e do q os músicos querem passar.Tem músicos d banda q usam mta técnica apenas para mostrar q sabem ,tornando a música na maioria das vezes cansativa.

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